(Verso 1)
Eu era baixinho, ninguém botava fé
Tu passava rindo, nem olhava pra mim de pé
Cê era alta, tipo sonho inalcançável
Eu só mais um miúdo, invisível, descartável
Eu escrevia som no canto do quarto
Coração partido virando meu retrato
Cê com outro cara, eu fingindo nem ver
Mas cada rejeição me fez mais crescer
(Pré-Refrão)
Falei “um dia cê vai ouvir minha voz”
E quando tocar, vai lembrar de nós
Mas nessa altura já vai ser tarde demais
Quem não me quis, hoje corre atrás
(Refrão)
Agora eu tô no topo, som no Spotify
Meu nome no mundo, ninguém segura mais
Cê lembra do baixinho que você ignorou?
Hoje é o mesmo cara que o jogo virou
Agora cê quer saber onde eu tô
Pergunta pros amigos, vê se me encontrou
Mas o tempo passou, já não sou o rapaz
Pequeno demais… agora sou demais
(Verso 2)
Meu som bateu forte, geral começou a ouvir
De repente todo mundo quer colar comigo aqui
Tu mudou o olhar, começou a procurar
Perguntando pros meus manos onde eu fui parar
Um deles contou, não aguentou pressão
Falou “ele tá vivendo numa grande mansão”
Cê foi lá ver, nem acreditou
Tudo que eu sonhava, hoje eu conquistei, flow
E a casa? luxo, vista de impressionar
Comprada direto, sem ninguém negociar
Agora eu sou tudo que cê nunca quis ver
Mas tarde demais pra querer me conhecer
(Pré-Refrão)
Bateu na porta, eu já sabia quem era
O passado voltando tipo velha novela
Mas o jogo virou, não tem mais recaída
Cê perdeu sua chance na minha antiga vida
(Refrão)
Agora eu tô no topo, som no Spotify
Meu nome no mundo, ninguém segura mais
Cê lembra do baixinho que você ignorou?
Hoje é o mesmo cara que o jogo virou
Agora cê quer saber onde eu tô
Pergunta pros amigos, vê se me encontrou
Mas o tempo passou, já não sou o rapaz
Pequeno demais… agora sou demais
(Verso 3)
Cê olhou pra mim e disse “podemos tentar?”
“Ser amigos outra vez, deixar o tempo curar”
Eu ri de leve, sem raiva, sem dor
Mas certas portas não se abrem mais, amor
Eu disse “não”, tranquilo, sem gritar
Quem não valorizou, não pode voltar
Cê