[Intro]
No sertão, a lua acende a fogueira do coração.
[Verse 1]
Eu vou contar, com sanfona na mão, o motivo do meu chão.
Pé de serra batendo, coragem na palma da mão,
Cobra perigosa serpenteia, mas a vila me dá a direção.
Cachorro late na praça, travessia é a razão.
[Pre-Chorus]
E a estrada parece canto, o medo se desfaz em rotação.
[Chorus]
Coração em festa, sanfona não larga o pé,
É forró que atravessa o rosto da noite, meu bem.
Vem comigo pela areia, vem dançar até amanhecer,
No compasso do peito, eu sei o caminho é viver.
[Verse 2]
Gente simples, sorriso aberto, coragem pra enfrentar o sertão,
Dança na poeira, abraço de vila e calor no chão.
Sanfona estala o destino, nó na garganta vira canção,
Travesso encanto de areia que acende a paixão.
[Pre-Chorus]
O susto passa leve, a gente ri da tensão.
[Chorus]
Coração em festa, sanfona não larga o pé,
É forró que atravessa o rosto da noite, meu bem.
Vem comigo pela areia, vem dançar até amanhecer,
No compasso do peito, eu sei o caminho é viver.
[Bridge]
Entre o ranger das tábuas e o brilho do luar,
A vila acolhe os passos que não querem parar.
[Chorus]
Coração em festa, sanfona não larga o pé,
É forró que atravessa o rosto da noite, meu bem.
Vem comigo pela areia, vem dançar até amanhecer,
No compasso do peito, eu sei o caminho é viver.
[Outro]
Sertão sussurra: continue, não pare de sonhar,
Que a sanfona guia a gente pra além do olhar.