[Intro]
Entre paredes que guardam o calor de antigas mãos, sussurro o teu nome no silêncio que ainda consola.
[Verse 1]
A casa respira quando o gato ronda o corredor, e eu sou uma criança de fio a cuidar do tempo que passa.
Os dias de chuva no.Dialogo de dois médicos? Não—é o rumor dos dedos da mãe a atravessar a mesa, a cada prato colocado, uma promessa muda de proteção.
Os gestos simples: uma chávena de leite, o abraço que não pergunta, o silêncio que sabe ouvir.
[Pre-Chorus]
E mesmo quando discutimos, o ar fica mais próximo, como se o espaço entre nós fosse um cordão de lã que não se desfaz.
[Chorus]
Somos uma casa de memórias, respirando juntas, mesmo à distância;
um organismo vivo que nos mantém unidos, mesmo quando o mundo aparta.
O tempo é lento; a presença, constante, sabe onde morar no peito.
Volto aos teus ombros como quem volta a um abrigo que não fecha portas.
[Verse 2]
Os avós sentam-se à mesa, o riso miúdo desenha cicatrizes de amor; cada palavra é um farol que guia na noite.
Há conflitos, sim, como ramos que se tocam e não se largam, mas o cuidado fica embrulhado no silêncio complice.
A voz do pai, firme, ainda é ponte; a mãe, sorriso cansado, é casa que não desiste.
[Pre-Chorus]
Nas noites em que a distância aperta, respira-se junto: contas antigas, imagens que voltam, mãos que se procuram sem pressa.
[Chorus]
Somos uma casa de memórias, respirando juntas, mesmo à distância;
um organismo vivo que nos mantém unidos, mesmo quando o mundo aparta.
O tempo é lento; a presença, constante, sabe onde morar no peito.
Volto aos teus ombros como quem volta a um abrigo que não fecha portas.
[Bridge]
E há uma oração sem palavras que nos atravessa: a mão que segura outra na penumbra, a vela acesa na sala de estar, o cheiro de pão quente a lembrar o futuro que ainda pode ser.
[Chorus]
Somos uma casa de memórias, respirando juntas, mesmo à distância;
um organismo vivo que nos mantém unidos, mesmo quando o mundo aparta.
O tempo é lento; a presença, constante, sabe onde morar no peito.
Volto aos teus ombros como quem volta a um abrigo que não fecha portas.
[Outro]
Que a voz de casa permaneça, ainda que as portas estejam entreabertas; que o respirar comum, mesmo tímido, nos encontre sempre.