[Intro]
Somente o motor acorda a noite
[Verse 1]
Desperto na noite, acorrentado em regras,
Preso na jaula dessa vida engravatada.
Mas quando o ronco do motor desperta,
Meu sangue ferve e a realidade é estilhaçada.
É o chamado do aço, do óleo e da estrada,
Um despertar que me joga no mundo sem rumo.
Acelerando, sinto o couro sobre a pele,
E a liberdade correndo nas veias, puro consumo.
A lua convoca a alcatéia em um rito de asfalto,
Onde o eco dos motores devora a escuridão.
Cada quilômetro é um juramento bruto,
A alma é a moeda, a estrada é a direção.
[Chorus]
O sangue pulsa onde o asfalto é o chão,
Sinto o calor da explosão no meu peito.
Na garra do punho que nunca desliga,
Sou a fera desperta, em pleno direito.
[Verse 2]
Onde o valor não se mede em cifrão,
Mas na alma selvagem que nunca se entrega.
O vento é o mestre, o destino é o agora,
Na velocidade onde o medo se cega.
O horizonte estica, o caminho se abre,
Só quem carrega o fogo entende o sinal.
Rasgando o silêncio, deixando a carcaça,
A alma e o aço em um pacto final.
[Bridge]
Alma e sangue, na madrugada, juramento vivo,
A cada curva, a vida se renova em aço.
[Chorus]
O sangue pulsa onde o asfalto é o chão,
Sinto o calor da explosão no meu peito.
Na garra do punho que nunca desliga,
Sou a fera desperta, em pleno direito.
[Outro]
Desperto, sigo e acelero, coração em chamas.