[Intro]
Às sombras do jardim de pedra, eu escuto a calma respirar.
[Verse 1]
Quando a lua se apaga no céu, eu fecho os olhos e começo a notar
A beleza discreta que mora onde o esquecimento põe o manto lunar.
Um anjo sombrio, calmo e sereno, cruza o silêncio como um suspiro de paz,
E a vida, tão frágil, parece caber no compasso de uma única mais.
[Pre-Chorus]
O piso conhecido parece novo, cada pedra sussurra que pode passar.
A dor vira espaço onde a aceitação vem repousar.
[Chorus]
Aqui, a quietude me envolve, no peito encontro meu lugar,
A transitoriedade é véu que me ensina a respirar.
Entre sombras, vejo o brilho da verdade que fica a descansar,
A beleza existe onde o medo vai se calando, devagar.
[Verse 2]
O anjo de asas negras não traz dano, mas silêncio que me quer ouvir,
Suas passadas deixam a terra mais clara, um convite para ouvir partir.
A morte é apenas o semestre da vida que se curva e volta a nascer,
E eu aceito o ciclo, encontro meu alívio ao perceber.
[Pre-Chorus]
Cada lâmpada que vacila me lembra que o tempo não é meu, mas é meu também,
Cubro a alma com a paz que o crepúsculo traz, além do que se vê.
[Chorus]
Aqui, a quietude me envolve, no peito encontro meu lugar,
A transitoriedade é véu que me ensina a respirar.
Entre sombras, vejo o brilho da verdade que fica a descansar,
A beleza existe onde o medo vai se calando, devagar.
[Bridge]
Se o sino anuncia a última vez, eu ouço com o coração aberto,
Que a noite não é fim, mas pausa onde o espírito fica inteiro.
[Chorus]
Aqui, a quietude me envolve, no peito encontro meu lugar,
A transitoriedade é véu que me ensina a respirar.
Entre sombras, vejo o brilho da verdade que fica a descansar,
A beleza existe onde o medo vai se calando, devagar.
[Outro]
Quando a lua volta a brilhar, o silêncio fica como um amigo fiel,
E eu sei que, mesmo na escuridão, sereno é o alvorecer do ser também.