A gente tinha um código, um plano de fuga
Um mapa riscado na palma da mão
Das noites em claro, rindo da chuva
Dividindo o fone e o mesmo colchão
Mas o tempo é bicho que come por dentro
E o silêncio cresceu sem a gente notar
O que era conversa virou só momento
Que a memória insiste em querer apagar.
(Refrão)
Como é que a gente vira sombra?
Como é que o "nós" virou "você"?
Onde foi que a nossa estrada se partiu?
Dói ver seu rosto e não te reconhecer
É estranho saber tanto de alguém
Que hoje nem sabe se eu tô bem
A amizade não morreu, ela só... desistiu.
(Verso 2)
Passei pelo canto que a gente curtia
Tive um nó na garganta, mas não te liguei
Vi sua foto, quanta ironia
Parece feliz na vida que eu não herdei
Não teve briga, nem grito, nem guerra
Foi só o cansaço de ser quem não é
Às vezes o mundo gira e a gente erra
O tempo de apoio pra manter o pé.
(Ponte)
Eu guardo o segredo que você me deu
Espero que guarde os que eram meus
Não somos inimigos, nem somos irmãos
Somos só dois restos de uma colisão.
(Refrão Final)
Como é que a gente vira sombra?
Como é que o "nós" virou "você"?
Onde foi que a nossa estrada se partiu?
Dói ver seu rosto e não te reconhecer
É estranho saber tanto de alguém
Que hoje nem sabe se eu tô bem
A amizade não morreu, ela só... desistiu.
(Outro)
Boa sorte por aí...
Onde quer que você vá.
(O silêncio agora é quem vai conversar).