[Intro]
Bruma no barro, passos que não voltam mais
Uma alma antiga vagueia entre muros de sal
[Verse 1]
Entre ruínas que guardam memórias de ouro desbotado
A poeira dança, sussurros de um povo já passado
Cada pedra conta histórias que o tempo não apaga
E o vento guarda os nomes que a força do silêncio amarra
[Chorus]
Vagueio pelo eco de vozes que já se foram
Pelos salões desbotados onde o tempo não perdoa
Ouço conversas perdidas, ecos que ainda moram aqui
E nessa poeira encontro o que restou de mim
[Verse 2]
Passos lentos raspam o chão, como dedos de uma mão antiga
Rastro de lembranças que o próprio ar ainda abriga
As sombras sussurram segredos de um mundo que se foi
E eu, alma errante, sigo o rastro que o silêncio abriu
[Chorus]
Vagueio pelo eco de vozes que já se foram
Pelos salões desbotados onde o tempo não perdoa
Ouço conversas perdidas, ecos que ainda moram aqui
E nessa poeira encontro o que restou de mim
[Bridge]
Se eu tocar as paredes, talvez ouça de novo
A risada esquecida, o pranto antigo do povo
Mas o alcance é breve, a memória se desfaz
E fico apenas o hálito de uma terra que jaz
[Chorus]
Vagueio pelo eco de vozes que já se foram
Pelos salões desbotados onde o tempo não perdoa
Ouço conversas perdidas, ecos que ainda moram aqui
E nessa poeira encontro o que restou de mim
[Outro]
Sou poeira entre ruínas, alma que não tem lugar
Mas carrego a brisa de quem ali ficou para contar