Intro
Freeza o beat…
Luanda city, noite fria
Paradoxo
Refrão
Paradoxo — rico na conta, pobre na mente
Sorrio no flash, mas vivo desconfiado da gente
Luanda à noite, capuz na cara, sigo em frente
Muito brilho no pulso, pouca paz permanente
Paradoxo — luxo alto, alma no chão
Vista Marginal, guerra no coração
Eles querem o topo, não o sacrifício não
Drill é verdade, não é som pra refrão
Verso 1
Capuz fechado, passo lento
Aqui confiança morre cedo, fica atento
Cresci onde o “amanhã” é promessa vazia
Onde o pão falta mais que a poesia
Bairro ensina mais que sala de aula
Olhar gelado, mente em jaula
Telemóvel mudo, noite longa
Quem fala demais não chega à manhã
Notas azuis, passado escuro
Hoje eu conto o dinheiro, não conto futuro
Luanda street, ninguém te avisa
O perigo sorri, depois pisa
Refrão
Paradoxo — rico na conta, pobre na mente
Sorrio no flash, mas vivo desconfiado da gente
Luanda à noite, capuz na cara, sigo em frente
Muito brilho no pulso, pouca paz permanente
Paradoxo — luxo alto, alma no chão
Vista Marginal, guerra no coração
Eles querem o topo, não o sacrifício não
Drill é verdade, não é som pra refrão
Verso 2
Rolex frio, coração mais
Quanto mais eu subo, menos vejo iguais
Círculo curto, conversa curta
Aqui a língua mata mais que a luta
Ela quer vida cara, foto no espelho
Mas não quer o peso que eu carrego no peito
Paradoxo é isso: fama e solidão
Cama grande, mas vazio na mão
Vi miúdo virar homem num verão
Vi homem virar lenda num caixão
Sem sirene, sem manchete
Aqui a morte chega em silêncio e promete
Ponte
Não confio fácil
Não sorrio à toa
Luanda não perdoa
Quem vacila voa
Refrão (Final)
Paradoxo — drill frio, rua nua
Luanda city, noite crua
Se eu cheguei foi sem padrinho
Foi dor, foco e caminho
Paradoxo — não me inveja, respeita
O topo cobra, a rua aceita