[Intro]
Vento na praça, o tempo parece lento
Meu nome no peito, meu peito no momento
Ainda espero o teu riso que nunca vem
Mas as sombras dos amigos insistem em dizer também
[Verse 1]
Chego em silêncio, o mundo já alerta
Olham pra mim, risadas que não confirmam a promessa certa
Promessa de noite, promessa de afeto
Mas o teu olhar fica lá longe, quase sem jeito
[Pre-Chorus]
Os passos pesam, a memória arde
Um amor antigo que insiste em me guardar
Repetição de gestos que me ferem por dentro
Como se eu fosse igual a quem já me feriu antes
[Chorus]
Amor verdadeiro não cabe em esquecimentos
Mesmo quando a dor me diz que é um castelo de ventos
Eu ainda te vejo, eu ainda te sinto tão teu
Mesmo na indiferença, eu te reconheço, meu bem
[Verse 2]
Constrangimento na praça, risos vazios ao redor
A mão que deveria buscar a minha, não busca, é só dor
Recordações do passado, um outro coração que se repete
Mas eu não quebro, eu falo baixo, e ainda me repete
[Pre-Chorus]
Como pode ser tão cruel esse espelho?
Reflete a tua ausência como se fosse um selo
Memórias que insistem em dizer que vale a pena insistir
Mesmo quando tudo ao redor parece me ferir
[Chorus]
Amor verdadeiro não cabe em esquecimentos
Mesmo quando a dor me diz que é um castelo de ventos
Eu ainda te vejo, eu ainda te sinto tão teu
Mesmo na indiferença, eu te reconheço, meu bem
[Bridge]
Se me perguntam o que é, eu digo: é você que me salva
É o lugar que teu riso ocupa, a respiração que me ampara
Mesmo que o mundo não entenda, eu escolho te esperar
Entre lembranças do passado e o futuro que pode chegar
[Chorus]
Amor verdadeiro não cabe em esquecimentos
Mesmo quando a dor me diz que é um castelo de ventos
Eu ainda te vejo, eu ainda te sinto tão teu
Mesmo na indiferença, eu te reconheço, meu bem
[Outro]
E se a noite acabar sem teu braço inteiro, eu vou insistir
O teu lugar especial é onde eu aprendi a resistir
Que amanhã te veja, que você me veja também
E que o nosso amor, enfim, exista, enfim, sobreviva, enfim