[Intro]
[Verse 1]
Quando o sol beijou a serra,
Eu saí sem direção.
Com a viola no ombro,
E esperança no coração.
Na porteira ficou minha infância,
No terreiro ficou meu olhar.
Mas a vida é feito rio,
Nunca para de passar.
[Chorus]
Ô viola, canta baixo,
Conta tudo que eu vivi.
Cada nota é uma lembrança,
Que o tempo não levou de mim.
Se a saudade aperta o peito,
Deixo a moda responder.
Quem carrega amor na alma
Sempre tem razão pra viver.
[Verse 2]
No cafezal canta o vento,
E o riacho faz oração.
Cada estrela lá no céu
Ilumina meu sertão.
Mesmo longe da minha terra,
Nunca deixo de sonhar.
Porque quem ama suas raízes
Sempre sabe onde voltar.
[Chorus]
No peito do tempo, eu sigo cantando,
Que o chão é minha canção, meu abrigo.
Cada passo é memória que me guia,
E o retorno é meu melhor amigo.
[Bridge]
Se a saudade aperta, eu respiro: esperança.
A viola responde, e tudo encontra semblante.
Não tem distância que apague o amor que eu tenho,
É raiz que me prende, é norte que eu sigo.
[Chorus]
Ô viola, canta baixo,
Conta tudo que eu vivi.
Cada nota é uma lembrança,
Que o tempo não levou de mim.
Se a saudade aperta o peito,
Deixo a moda responder.
Quem carrega amor na alma
Sempre tem razão pra viver.
[Outro]
Quando Deus fechar meus olhos,
Quero só uma oração:
Que minha velha viola
Nunca saia desse chão.