[Intro]
No silêncio da trepadeira, a noite respira lentamente.
A sombra sobe como vela de vento, sem pressa, sem medo.
[Verse 1]
A planta envolve a escura parede, como um segredo que acorda,
Ramos dedos que procuram a noite, agarrando cada estrela caída.
Crescer é o primeiro suspiro que a madeira guarda,
Um sonho de alto que se estica na ausência do dia.
[Pre-Chorus]
O tempo observa, fiando o escuro em fios de prata,
E o cheiro de orvalho veste de vidro a esperança.
[Chorus]
Ela sobe, envolve, prende o vento ao seu tronco de luar,
Alcança o alto onde o céu parece respirar junto com ela,
O desejo de liberdade é a seiva que faz pulsar a noite,
E a trepadeira floresce na promessa de amanhã.
[Verse 2]
Cada folha é um passo que não volta, um mapa de coragem,
Rasteja pela borda do silêncio, encontra a linha do além.
O mundo inteiro parece pequeno, ao alcance da raiz, do sonho,
Enquanto a trepadeira canta baixinho a música da libertação.
[Pre-Chorus]
A penumbra se curva, mas não a impede de insistir,
Pois crescer é crer que o céu ainda pode se abrir.
[Chorus]
Ela sobe, envolve, prende o vento ao seu tronco de luar,
Alcança o alto onde o céu respira junto com ela,
O desejo de liberdade é a seiva que faz pulsar a noite,
E a trepadeira floresce na promessa de amanhã.
[Bridge]
Entre nós, o silêncio aprende o seu nome,
Que cada nó é uma decisão de continuar a crescer.
[Chorus]
Ela sobe, envolve, prende o vento ao seu tronco de luar,
Alcança o alto onde o céu respira junto com ela,
O desejo de liberdade é a seiva que faz pulsar a noite,
E a trepadeira floresce na promessa de amanhã.
[Outro]
Quando a aurora ronrona, a trepadeira se inclina, cansada e vitoriosa,
Guardando na casca o segredo de ter alcançado o que parecia impossível.