Não sei explicar o que me acontece, há dias em que o mundo acaba,
só porque o meu pensamento encontrou o teu.
Não és um sonho...
porque os sonhos acabam quando acordo.
Tu ficas.
No peito.
Na saudade.
Em tudo o que ainda não aconteceu.
Há uma calma em ti
que nem o mar consegue copiar.
E eu, que sempre aprendi a esconder o que sinto,
hoje só quero ficar a olhar.
Não te amo pelo que tens,
nem pelo que mostras.
Amo a forma como existes,
como respeitas a vida
e como fazes a minha respirar mais devagar.
Se um dia me deres a tua mão,
prometo segurá-la sem a prender.
Porque amar não é possuir...
é escolher a mesma pessoa,
todos os dias,
com o mesmo respeito do primeiro olhar.
Quando penso em ti,
não imagino palácios,
nem promessas impossíveis.
Imagino um café partilhado,
uma caminhada sem pressa,
o teu sorriso no fim de um dia difícil
e a paz de saber que estás ali.
Se o amor tiver um lugar,
para mim tem o teu nome.
Não porque me completas...
mas porque, ao teu lado,
descubro uma versão de mim
que também merece ser amada.