[Intro]
Entre sinais de tempo, eu digo sim
A cada marca, um começo, um fim
[Verse 1]
As rugas do rosto amado contam o que houve
Cada linha é manhãs que não voltam, é verdade que se dilui
A pátina na madeira guarda o riso do passado
Um brilho discreto, profundo, que o tempo fez ser conhecido
[Chorus]
Beleza que nasce do que ficou, é resistência que vive
Imperfeição é memória que insiste, que não se rende
O tempo não corrige, ele revela o que há de firme
A alma encontra luz onde o desgaste ainda vibra, ainda sente
[Verse 2]
Um móvel cansado, mas com voz de história
Cada lasca é verso que se recusa a sumir
Passagens de mãos, cheiro de casa antiga
O mundo inteiro cabe no silêncio que persiste
[Chorus]
Beleza que nasce do que ficou, é resistência que vive
Imperfeição é memória que insiste, que não se rende
O tempo não corrige, ele revela o que há de firme
A alma encontra luz onde o desgaste ainda vibra, ainda sente
[Bridge]
Não temo a falha, nem a curva que o tempo traçou
Cada marca é mapa de quem eu sou
[Chorus]
Beleza que nasce do que ficou, é resistência que vive
Imperfeição é memória que insiste, que não se rende
O tempo não corrige, ele revela o que há de firme
A alma encontra luz onde o desgaste ainda vibra, ainda sente
[Outro]
Que a vida guarde seu tom, revelando o que é essencial
A beleza imperfeita continua a falar, a ser fundamental