[Intro]
No céu, o vapor ganha pinceladas de sonho
O artista entra em silêncio, o tempo afrouxa a mão
[Verse 1]
Tecer nuvens com dedos de vento, ele ri sem pressa
Cada traço se desfaz, e o ar guarda a surpresa
Efêmeras esculturas que dançam na luz do nascer
Um suspiro de arte que não precisa prender
[Chorus]
Olha só, o vapor se dobra ao sutil sussurro do ar
Beleza passageira que vem, fica e volta a passar
Plateia de céu aplaude sem ruídos nem pressa
A beleza que existe quando a nuvem se já se desfaz
[Verse 2]
Cada forma desfeita é memória que ainda respira
Um lembrete doce de que tudo flui sem barreiras
Que o vento arranca o peso, revela leveza pura
E o instante é ponto certo de pura ternura
[Bridge]
Se a arte é vapor, o tempo é o palco sem fim
O que fica é o jeito de ver, o jeito de sentir
[Chorus]
Olha só, o vapor se dobra ao sutil sussurro do ar
Beleza passageira que vem, fica e volta a passar
Plateia de céu aplaude sem ruídos nem pressa
A beleza que existe quando a nuvem se já se desfaz
[Outro]
Que o vapor guarde, por um segundo mais, a dança que foi
E a plateia, em silêncio, sorri para o que não fica