[Intro]
Câmeras piscam na linha, o vidro respira estressado
Na fábrica, o pulso é contado, cada segundo é pesado
[Verse 1]
Alessandro acorda com o zumbido do sistema
Danilo Isaías dirige a hora marcada, sem esquema
Isaías checa a linha, o tempo não mente
Aline confere tudo, olhos atentos, mente ardente
Fernanda levanta o olhar, supervisão que não dorme
Treze câmeras lembram: aqui é onde o medo se forma
[Pre-Chorus]
O cheiro de café corta o ar, uma pausa curta, quase uma fuga
Mas o patrão chega aos três minutos, a cobrança não recua
[Chorus]
Sob o vidro, respiramos devagar
Cada rosto é uma linha a segurar
Cinco passos, dois sorrisos escondidos
Tentamos resistir, mesmo entre fios vencidos
[Verse 2]
Alessandro sussurra com a turma, segredo na mão
Danilo Isaías observa o caminho, sem perdão
Isaías aponta falha, o relógio faz barulho
Aline anota, o cansaço vira código mudo
Fernanda mede o risco, a pressão é constante
[Pre-Chorus]
O café chega quando a sirene ainda lateja na mente
Três minutos de paz, e o silêncio volta evidente
[Chorus]
Sob o vidro, respiramos devagar
Cada rosto é uma linha a segurar
Cinco passos, dois sorrisos escondidos
Tentamos resistir, mesmo entre fios vencidos
[Bridge]
Entre câmeras e correntes, um aperto no peito
Um murmurinho de sonhos que não tem jeito
Mas ainda há frestas, onde a coragem semeia
Um gesto simples, que queima a espera alheia
[Chorus]
Sob o vidro, respiramos devagar
Cada rosto é uma linha a segurar
Cinco passos, dois sorrisos escondidos
Tentamos resistir, mesmo entre fios vencidos
[Outro]
O café volta, a tela pisca, o dia volta a começar
Quem observa aprende que humanos podem ainda lutar