A xícara na mesa ainda guarda o seu café
O relógio na parede esqueceu de contar as horas, por quê?
O teu lado da cama ainda tem o teu calor
Mas eu acordo e estendo a mão pro nada, pra essa dor
(Pré-Refrão)
Eu ando pela casa, um fantasma em cada cômodo
Procuro a sua risada no silêncio mais improvável
A tua voz gravada no correio de voz
É a única prova que esse amor não foi um destroço
(Refrão)
E agora chove lá fora, chove dentro de mim
É o inverno depois de você que não tem mais fim
O vento uiva baixo, um lamento sem razão
Varrendo as folhas secas do meu coração
(Verso 2)
A cidade está vazia, os carros passam sem parar
Cada rosto na multidão parece o seu, e eu paro pra olhar
Mas é só a miragem de quem não quer aceitar
Que o trem da vida partiu e eu fiquei na estação, sem lugar
(Pré-Refrão)
O que eu faço com os planos que a gente fez no chão?
Com as músicas que eram nossas, agora são só canções?
Onde guardo esse carinho se o teu corpo não está aqui?
Diz pra mim...
(Refrão)
Porque agora chove lá fora, chove dentro de mim
É o inverno depois de você que não tem mais fim
O vento uiva baixo, um lamento sem razão
Varrendo as folhas secas do meu coração
(Ponte)
E eu sei que o tempo um dia vai passar
Que a primavera vai ter que chegar
Mas como florescer sem a luz do seu olhar?
Como aprender de novo a respirar?
(Refrão Final - Mais intenso, com cordas)
Diz que essa chuva passa! Diz que isso vai ter fim!
Que esse inverno sem você não vai viver em mim!
Mas a tempestade aperta, e a verdade é nua e crua...
Não tem mais primavera, a casa está na rua...