[Intro]
Sob o céu de mármore, o reino suspira em silêncio
Um brilho dourado no topo da cabeça, peso que não cabe no tempo
[Verse 1]
A coroa repousa, pesada como a lua sobre o oceano
O trono ocupa o centro, mas o coração volta e volta ao espelho do reino
Cortes longas, janelas altas, promessas que brilham e se curvam
O rei caminha entre sombras, temendo o custo de cada decisão que acalma ou fere
[Pre-Chorus]
Quem ouve o lamento das ruas quando a luz do palácio dorme?
Quem carrega o mapa do povo nas mãos que tremem de medo?
[Chorus]
Eu mando, eu devo ouvir, eu sou o peso do destino
Se a justiça falha, o reino cai no desatino
Coroa que brilha, culpa que não some, eu sigo o meu caminho
Para o povo, eu retorno, mesmo quando o ego me faz refém
[Verse 2]
Traições ensaiadas nas paredes de mármore, sussurros no corredor
Alianças que brilham, mas descobrem-se como lâminas no escuro
O palácio respira, cada sala é um mapa de feridas e promessas
E o rei aprende que o poder é tela que precisa de tinta limpa
[Pre-Chorus]
O peso da coroa não é apenas orgulho, é responsabilidade que corrige a rota
É coragem diária de enfrentar a multidão com olhos que não erram
[Chorus]
Eu mando, eu devo ouvir, eu sou o peso do destino
Se a justiça falha, o reino cai no desatino
Coroa que brilha, culpa que não some, eu sigo o meu caminho
Para o povo, eu retorno, mesmo quando o ego me faz refém
[Bridge]
Redenção vem como chuva sobre a praça, lavando o aço das promessas
O rei aprende a ouvir o coração do vale, onde o silêncio conhece a verdade
[Chorus]
Eu mando, eu devo ouvir, eu sou o peso do destino
Se a justiça falha, o reino cai no desatino
Coroa que brilha, culpa que não some, eu sigo o meu caminho
Para o povo, eu retorno, mesmo quando o ego me faz refém
[Outro]
O trono permanece, testemunha do silêncio que salva ou condena
E a coroa, ao final, é apenas o rosto de quem escolhe a justiça