[Intro]
Coração de aço, ruídos na cabeça, madrugada ferida.
Hasteando a raiva que não cala, a sombra me vigia.
[Verse 1]
Eu caminho entre a névoa do meu próprio peito, não há paz que me proteja.
Rasga-se o silêncio quando eu penso no que me feriu, e o mundo deixa de ouvir a minha queixa.
Grito contido, lâmina de fogo que não corta, apenas queima o peso da culpa que insiste em ficar.
Cada passo é um duelo entre rage e luto, entre o que sou e o que não devia ser.
[Pre-Chorus]
A injustiça parecida com um peso, me puxa pra baixo, me corrói por dentro.
Quero quebrar a própria virada do destino, mas a dor segura meus ossos firmes.
[Chorus]
Eu sou fogo sem chama, eu sou chuva que não cai, eu sou culpa que não se cala.
Rasgo a bolsinha de memórias, e elas caem como vidro no chão da sala.
Entre gritos contidos e lágrimas abertas, eu flutuo entre raiva e dor, sem encontrar o fim.
[Verse 2]
O trauma sussurra nas frestas da pele, uma injustiça que nunca cicatriza.
Olho para trás e vejo a fúria que não me entregou nada, só me fez entender a minha própria ferida.
O mundo me aponta com dedos frios; eu devolvo com palavras afiadas, porém lentas.
[Pre-Chorus]
A revolta que me consome não me liberta; é uma vela que queima a mim também.
Não há consolo, apenas o peso de continuar, respirando em grafite de meio-fio.
[Chorus]
Eu sou fogo sem chama, eu sou chuva que não cai, eu sou culpa que não se cala.
Rasgo a bolsinha de memórias, e elas caem como vidro no chão da sala.
Entre gritos contidos e lágrimas abertas, eu flutuo entre raiva e dor, sem encontrar o fim.
[Bridge]
Seja justiça ou punição, a linha se desfaz, e o coração se parte em dois.
Eu guardo o que não devo, e o que abandono me persegue como um eco cru.
[Chorus]
Eu sou fogo sem chama, eu sou chuva que não cai, eu sou culpa que não se cala.
Rasgo a bolsinha de memórias, e elas caem como vidro no chão da sala.
Entre gritos contidos e lágrimas abertas, eu flutuo entre raiva e dor, sem encontrar o fim.
[Outro]
No fim, ainda sou eu—uma fenda entre ódio e melancolia, respirando o vazio que ficou.