[Intro]
Na cidade que respira memórias, eu sigo o chão do tempo
Ruas que guardam histórias, o passado acena ao vento
[Verse 1]
Chimoio, mural de lembranças, onde o rio encontra a areia
Gente que chegou de longe e fez da praça a sua fortaleza, certa
Na dança das lavras, nas histórias das vozes sem pressa
Vejo traços de cartas antigas, de ruelas que o tempo não esquece
[Pre-Chorus]
Cada rosto carrega a língua antiga das memórias
Cada sorriso é um marco, uma casa que ainda nossas glórias
[Chorus]
Cidade que cresce na poesia das noites e dos dias
É meu norte, é meu lar, entre perdas e fantasias
Transformações que cabem na palma da mão, na memória de quem ficou
Chimoio, teu legado me conduz, onde o amanhã já começou
[Verse 2]
Tradições que mantêm o fogo vivo, no calendário das festas
Lendas de antepassados que guiam passos nabertas de gente honesta
Marcos que não se apagam: pontes, mercados, escolas a brilhar
E o vento carrega lembranças de quem aprendeu a sonhar
[Pre-Chorus]
As vozes se entrelaçam na rua antiga, em cada esquina o passado respira
Em cada rosto jovem, uma ponte que o presente inspira
[Chorus]
Cidade que cresce na poesia das noites e dos dias
É meu norte, é meu lar, entre perdas e fantasias
Transformações que cabem na palma da mão, na memória de quem ficou
Chimoio, teu legado me conduz, onde o amanhã já começou
[Bridge]
E quando as grávidas histórias cabem nas praças da cidade
O tempo aperta, mas a identidade não se desfaz, mantém-se em verdade
[Chorus]
Cidade que cresce na poesia das noites e dos dias
É meu norte, é meu lar, entre perdas e fantasias
Transformações que cabem na palma da mão, na memória de quem ficou
Chimoio, teu legado me conduz, onde o amanhã já começou
[Outro]
Que a memória seja ponte e não muro, que o bairro adense fé
Que cada lembrança seja chão firme onde a vida se refaz