Intro
Luzes apagadas sob lona rasgada, sorrisos pintados escondem nada.
Cinco sombras entram sem saber, que o palco nunca vai deixar viver.
Verse 1
Eles chegaram sem escolha ou direção, perdidos dentro de uma apresentação.
O riso era faca, o aplauso era dor, e o circo os olhou como erro sem cor.
Entre correntes e olhares de vidro, aprenderam cedo que não há abrigo.
Mas no meio do medo e da confusão, nasceu algo frágil: união.
Pre-Chorus
Se correr, caem sozinhos no chão. Se ficar, viram parte da ilusão.
No silêncio pesado entre medo e dor, ainda chamam aquilo de amor.
Chorus
Bem-vindos ao circo onde nada é real, onde o fim sempre parece natural.
Cinco vozes tentando sobreviver, num lugar que nasceu pra esquecer.
Mesmo quebrados, ainda estão aqui, segurando uns aos outros pra não cair.
Verse 2
Cada um carrega um tipo de ferida, um grito preso no meio da vida.
Um protege, outro quer fugir, um desaba, outro insiste em resistir.
E o circo observa, sempre a brincar, com quem nunca aprendeu a escapar.
Mas entre monstros, sangue e tensão, eles viram algo além de prisão.
Pre-Chorus
Se eles somem, o mundo não vê. Se eles gritam, ninguém quer crer.
No escuro onde tudo perdeu cor, ainda chamam aquilo de amor.
Chorus
Bem-vindos ao circo onde nada é real, onde o fim sempre parece natural.
Cinco vozes tentando sobreviver, num lugar que nasceu pra esquecer.
Mesmo quebrados, ainda estão aqui, segurando uns aos outros pra não cair.
Bridge
E se o circo cair por inteiro, sobra alguém realmente inteiro?
Ou só memórias queimando no chão, mãos pequenas contra a escuridão.
Chorus (final)
Bem-vindos ao circo onde nada é real, onde o fim nunca é casual.
Cinco vozes tentando resistir, num mundo que só sabe destruir.
Mesmo perdidos, ainda estão aqui, porque juntos é o único jeito de não cair.
Outro
As luzes se apagam, o som vai embora, mas o circo nunca realmente vai embora.
Ele vive neles sem pedir permissão — no medo, no amor, na mesma prisão.