Não me reduzam.
Eu não nasci pequeno.
Falam de limites —
eu parto o terreno.
Não vim pedir espaço,
vim ocupar.
Se o mundo é estreito,
eu faço alargar.
Carrego silêncio
como munição.
Não é barulho —
é preparação.
Andei calado,
mas nunca parado.
Quem me subestima
acorda assustado.
Não confundas calma com fraqueza.
Eu sou pressão contida na mesa.
Se eu explodir, não há defesa.
Eu não me encaixo — eu quebro a peça.
Não me reduz.
Não me mede.
Eu sou inteiro,
não sou sede.
Não me trava.
Não me diz.
Se é pra viver,
é no limite do que eu fiz.
Metade não serve.
Morno não fico.
Ou vibra comigo
ou sai do circuito.
Não é ego,
é visão clara.
Eu não imploro —
eu preparo a cara.
Não me reduz.
Não me encolhe.
Eu sou caminho
que ninguém escolhe.
Não me limita.
Não me prende.
Eu sou a chama
que nunca se rende.