[INTRO]
Asas quebradas
Chifres arrancados
Mensageiro sem mensagem
Mas nunca abandonado
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[1ª ESTROFE]
Nasci do vento, feito pra voar
Carregar orações, deuses escutar
Meu chifre era ponte entre o céu e o chão
Até que a febre veio, silenciou meu som
Ela orou por mim, Danerys, minha irmã
Blasfêmia, disseram, no ano da oração
Arrancaram meus chifres, me jogaram no chão
Um dragão sem voo, sem fé, sem razão
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[REFRÃO]
Sem chifres, sem voo, sem deus pra servir
Mas ainda tenho asas, ainda posso sentir
Ela é minha luz, eu sou seu escudo
Ikja, o dragão que nunca foi mudo
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[2ª ESTROFE]
Na floresta negra, ele apareceu
Nico, o humano, com marca no pulso
Matou os Esporos com pedra e desprezo
Dois párias, um dragão, um recomeço
Caminhamos juntos, montanhas, deserto
Ele enfrentou o fogo, eu só esperei perto
A febre voltava, eu quase parti
Mas Danerys jurou: "Você vai seguir"
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[PONTE]
No Domínio da Esperança, a verdade doeu
Ela não era elfa, a luz a escolheu
A constelação do Rei marcou seu destino
E eu, sem chifres, virei seu escudo divino
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[REFRÃO FINAL]
Sem chifres, sem voo, sem deus pra servir
Mas ela me escolheu, não vou desistir
Ikja, o dragão que renasceu da dor
Velocidade da luz, agora sou mais que mensageiro
Sou protetor
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[OUTRO]
Arrancaram meus chifres
Mas não minha alma
Voo com ela
Na luz, na calma
Ikja.
O dragão sem chifres.
O primeiro.
O eterno.
FIM.