[Intro]
O silêncio treme, o relógio ruge dentro do peito.
Eu visto a fúria como armadura, mas ela cega o limite do certo.
[Verse 1]
Nasci em meio a cicatrizes afiadas, cada respiração é um combate, cada sonho um campo minado.
O coração é um tambor que bate pesado, anunciando que a guerra não acabou comigo, apenas começou.
Faíscas de raiva contida queimam as juntas da razão, tentando ferir minha própria coragem.
Eu olho nos espelhos de vidro que rasga a noite e vejo um eu que não cede, que insiste em levantar.
[Chorus]
Vou lutar comigo até o fim do meu próprio nascer, mesmo quando o medo tenta me recolher.
Se o mundo cair, ainda assim vou erguer minhas próprias mãos.
Superação não é destino, é escolha que eu reencontro a cada acordar.
[Verse 2]
As vozes fogem para dentro da garganta, um sussurro cortante que tenta me derrubar.
Mas eu embalo a raiva como um marinheiro aprende a tatear a água, ponto a ponto, passo a passo.
Metas são muralhas que eu desmonto com paciência de ferro, respiração lenta, vontade de aço.
Se o peito queima, eu aproximo meus punhos do peito e digo: ainda não acabou.
[Pre-Chorus]
O calor não me consome, ele aponta o caminho de volta para mim mesmo.
Cada queda mede minha altura, cada queda me levanta mais alto.
[Chorus]
Vou lutar comigo até o fim do meu próprio nascer, mesmo quando o medo tenta me recolher.
Se o mundo cair, ainda assim vou erguer minhas próprias mãos.
Superação não é destino, é escolha que eu reencontro a cada acordar.
[Bridge]
No fogo que me consome, surgem pontes de prata: resiliência, memória, vergonha deixada para trás.
Eu respirei entre ruínas e encontrei a força que insiste em renascer, sem pedir licença.
[Chorus]
Vou lutar comigo até o fim do meu próprio nascer, mesmo quando o medo tenta me recolher.
Se o mundo cair, ainda assim vou erguer minhas próprias mãos.
Superação não é destino, é escolha que eu reencontro a cada acordar.
[Outro]
Que os dentes da batalha passem e eu permaneça, mais inteiro, mais inteiro que antes.
Fim não é fim; é a marca do que eu virei a ser.