[Intro]
No horizonte do mapa, o sol dança sobre o mar, dizem as vozes do Quirimbas e do Assam
[Verse 1]
Somos rios que cruzam a savana, de Nampula a Maputo, o pulso é da cidade que canta
Riqueza de cultura, manta de cores, batuques no chão, tambores que aquecem as manhãs
Música que desce da domba até as praças, histórias de pedra, sussurradas em kimbungo
[Pre-Chorus]
Mesmo quando o vento traz nuvens de silêncio, o povo levanta o peito, não desiste
[Chorus]
Coragem que não se rende, coragem que transforma, o meu país respira em cada rosto
Não há corrente que apague a fé, nem sombra que apague a nossa história
Esperança acesa, futuro que brota, juntos seguimos, com dignidade e justiça
[Verse 2]
Canta o vento sobre os coqueiros, mares de coral e mangais de sonhos
Riqueza que acolhe, redes que seguram a vida, talentos que brilham em cada canto
Mas sob o peso da corrupção, o sonho quase tropeça no barro do silêncio
[Pre-Chorus]
Ainda assim o povo ergue as mãos: vizinho, irmão, força comum
[Chorus]
Coragem que não se rende, coragem que transforma, o meu país respira em cada rosto
Não há corrente que apague a fé, nem sombra que apague a nossa história
Esperança acesa, futuro que brota, juntos seguimos, com dignidade e justiça
[Bridge]
Se o rio se embriaga de notas, nós fazemos música com as pedras da estrada
Se a fúria da cidade quer calar o canto, a nossa voz é muralha que não se vence
[Chorus]
Coragem que não se rende, coragem que transforma, o meu país respira em cada rosto
Não há corrente que apague a fé, nem sombra que apague a nossa história
Esperança acesa, futuro que brota, juntos seguimos, com dignidade e justiça
[Outro]
Que a terra permaneça firme, que o povo permaneça unido, amanhã é caminho que escolhemos juntos