[Intro]
Luzes riscam a noite, passos na chuva, eu sigo atras
Os sinais acendem meu peito, cada esquina quer me contar
[Verse 1]
Na avenida de concreto, o coração aprende a respirar
Em meio ao caos de buzina e lucro, eu busco onde ainda há pedagogia de amar
Um sorriso quebrado no vidro reflete quem sou, quem fui sem perceber
Mas vem a brisa de alguém que estende a mão, me diz pra não desistir de aprender
[Pre-Chorus]
Suando a canção da cidade, eu encontro calma no reverberar
Entre máquinas e passos apressados, começo a me lembrar de me cuidar
[Chorus]
Eu sigo, eu pico as ruas, buscando a cura em cada cor que o neón acende
Entre a fumaça e o erro, a esperança cintila, não é tarde para renascer novamente
Coração resistente, no trânsito eu respiro, deixo o medo adiante
A cidade sussurra: é possível curar, é possível seguir em frente
[Verse 2]
Pastas, mapas, destinos que se cruzam como fios de luz na calçada
Recordações de perdas que o tempo tenta apagar, mas minha vontade é a reza mais clara
Cada barulho é lembrança que doa, cada risada é remédio que devolve voz
Cantando dentro do peito, eu encontro força para erguer meus nós
[Pre-Chorus]
O mundo corre, eu fico atento ao meu tempo de cuidar de mim
Entre sirenes e passos, eu pratico o amor que nunca tem fim
[Chorus]
Eu sigo, eu pico as ruas, buscando a cura em cada cor que o neón acende
Entre a fumaça e o erro, a esperança cintila, não é tarde para renascer novamente
Coração resistente, no trânsito eu respiro, deixo o medo adiante
A cidade sussurra: é possível curar, é possível seguir em frente
[Bridge]
Se o ruído pesar, eu baixo a cabeça, encontro o meu próprio abraço
Se a lembrança pesar, eu fico firme, faço do sonho meu um laço
[Chorus]
Eu sigo, eu pico as ruas, buscando a cura em cada cor que o neón acende
Entre a fumaça e o erro, a esperança cintila, não é tarde para renascer novamente
Coração resistente, no trânsito eu respiro, deixo o medo adiante
A cidade sussurra: é possível curar, é possível seguir em frente
[Outro]
No fim da rua, a luz abre caminho, eu aprendi a curar devagar
Entre ruídos e lembranças, a vida insiste: pode começar a recomeçar