Deixei pra trás o som da rua e o cheiro do café
Um beijo na despedida, promessas jogadas ao vento qualquer
Minha mãe chorando baixo, meu pai sem saber falar
Peguei minha velha mochila… e aprendi a não olhar pra trás
(Pré-refrão)
No peito, só silêncio e medo
No bolso, uma foto amassada
Cada passo um pedaço de mim
Ficava na estrada abandonada
(Refrão)
Meu pelotão foi dizimado
Bandeira negra no mais alto do mastro
E o grito ecoa no campo queimado
Somos sombras de um sonho despedaçado
(Verso 2)
A lama cobre o nome que um dia eu tive
O aço frio não pergunta no que você acredita ou vive
Vi amigos virarem poeira diante dos meus olhos
E aprendi que heróis também morrem… sem aplausos
(Pré-refrão)
A noite não traz descanso
Só lembranças que não vão calar
Cada explosão é um pedaço
A
Do que restou de mim a gritar
(Refrão)
Meu pelotão foi dizimado
Bandeira negra no mais alto do mastro
E o grito ecoa no campo queimado
Somos sombras de um sonho despedaçado
(Ponte)
Se eu voltar… quem vai me reconhecer?
Se eu ficar… quem vai sobreviver?
Entre ordens e o caos
Perdi meu nome, perdi minha paz
(Solo)
(Refrão final)
Meu pelotão foi dizimado
Bandeira negra no mais alto do mastro
E o mundo assiste tudo calado
Enquanto a guerra me leva pro nada
(Outro)
E se eu cair… não me chame de herói
Só diga que eu tentei voltar…
Mas a guerra levou… o que eu fui