[Intro]
Todos os passos começam tortos, os pedais não querem girar
A história que observo, ali, tentando andar
[Verse 1]
Ela sobe na bicicleta como quem veste uma coroa etérea
Risos parecem lá longe, mas o peito já treme na primeira esfera
Quica o vento, desequilibra, o chão é vidro que corta o orgulho
Ela cai, levanta, lágrimas entram no silêncio no qual nos todos nos confundimos
[Pre-Chorus]
Quero estender a mão, ainda que eu própria não saiba pedal
Entre empatia e culpa, eu me perco nesse ritual
[Chorus]
Pode rir da própria falha, pode chorar da verdade
Não sei andar, mas tento ser ponte de liberdade
Se a princesa não aprende a girar o mundo, que eu tente girar junto
Quero a independência, mesmo com o ardor de cada momento
[Verse 2]
Cada queda é poeira que assanha o invisível medo de falhar
Confundo desejo de ajudar com o peso de não poder carregar
Ela olha pra frente, a coragem é um neutro tempero que vacila
Confusão de quem sou eu agora, quando a vida pede que eu me incline
[Pre-Chorus]
Quero estender a mão, ainda que eu própria não saiba pedal
Entre empatia e culpa, eu me perco nesse ritual
[Chorus]
Pode rir da própria falha, pode chorar da verdade
Não sei andar, mas tento ser ponte de liberdade
Se a princesa não aprende a girar o mundo, que eu tente girar junto
Quero a independência, mesmo com o ardor de cada momento
[Bridge]
Entre quedas e risos, a dor dá o tom da nossa coragem
A vulnerabilidade é mapa, a empatia a nossa passagem
[Chorus]
Pode rir da própria falha, pode chorar da verdade
Não sei andar, mas tento ser ponte de liberdade
Se a princesa não aprende a girar o mundo, que eu tente girar junto
Quero a independência, mesmo com o ardor de cada momento
[Outro]
Ainda não sei pedalar, mas sigo observando, aprendendo a respirar
A história não termina na queda, ela começa a tentar