[Intro]
Cidade Nova acorda em tons de néon, a praça ainda respira rumor de vidro e pão quente.
Os postes palpitam histórias que ninguém viu chegar.
[Verse 1]
Volto ao blogueiro da esquina, campainha de pulseiras e eco de passos apressados,
entre telas iluminadas e sorrisos que cabem num comentário.
Seguidores como vitrines: rótulos, desejos, dramas que cabem num emoji,
mas na calçada o chão sabe quem eu sou, quem me olhou antes, quem ficou
[Pre-Chorus]
Entre vaidade e abraço, eu pesco memórias do bairro no feed,
pequenos milagres de cada like que se faz vento.
[Chorus]
Voltei para reconquistar até a poeira do asfalto,
ouvir cada voz que o scroll não prometia escutar,
é a cidade que me reconhece, eu é que aprendi a ouvir.
Que não sejam só números, que sejam ruas que voltam a conversar.
[Verse 2]
A dinâmica muda com cada perfil: a fã sonhadora, a crítica que aponta o mapa,
o fã-entretenimento que ri alto, o silencioso que só lê e se esconde,
na praça, no bar, na banca de jornais, todos têm uma linha no meu conto.
[Pre-Chorus]
Eu aprendi o peso de responder, de tempo, de presença, de não tropeçar,
porque toda vírgula aqui carrega o suor da vizinhança.
[Chorus]
Voltei para reconquistar até a poeira do asfalto,
ouvir cada voz que o scroll não prometia escutar,
é a cidade que me reconhece, eu é que aprendi a ouvir.
Que não sejam só números, que sejam ruas que voltam a conversar.
[Bridge]
Entre elogios e críticas, sinto o coração de Cidade Nova pulsar comigo,
vai e volta, rua acima, rua abaixo, o coletivo se reergue no meu toque.
[Chorus]
Voltei para reconquistar até a poeira do asfalto,
ouvir cada voz que o scroll não prometia escutar,
é a cidade que me reconhece, eu é que aprendi a ouvir.
Que não sejam só números, que sejam ruas que voltam a conversar.
[Outro]
E quando o bairro sussurra ao amanhecer, eu deixo a câmera desligar, guardo o abraço nos dedos,
espero o próximo retorno, onde a comunidade me encontra de novo.