[Intro]
Cidade acorda em cinza, passos no asfalto queimando o silêncio
Senegal na cabeça, voz firme: não tem segredo nem alívio num silêncio cúmplice
[Verse 1]
Caminho entre muros de concreto, olhos que veem mais que a manhã
Identidade em risco, o mapa da favela não cabe no coração do patrão
Presença que não se cala, narrador que aponta o que o jornal não diz
Confronto pesado, justiça é prato que se serve frio pra quem não tem juiz
[Pre-Chorus]
Voz que dói pra quem tem medo, coragem que não aceita data marcada
Pra cada esquina, uma história cortante, resistência gravada na garganta
[Chorus]
Não é só barulho, é o peso da rua que não me deixa esquecer
Denúncia que queima a língua, pra quem não ouviu ainda quer entender
A pressão social aperta, mas eu sigo firme, eu sei quem eu sou
Identidade à prova de bala, eu discuto com a verdade e não fujo
[Verse 2]
Ruas falam alto, sussurros na viela parecem ferramenta de cura
Mas a elite dorme enquanto a cidade sangra pela janela da outra
Confronto direto, sem panos, sem rosto bonito pra quem não tem dó
Senegal na linha de frente, narrador que aponta onde dói
[Pre-Chorus]
O tempo é inimigo invisível, mas a memória é faca que não volta atrás
Entre sirenes e outdoors, a vida insiste em buscar seu próprio compasso
[Chorus]
Não é só barulho, é o peso da rua que não me deixa esquecer
Denúncia que queima a língua, pra quem não ouviu ainda quer entender
A pressão social aperta, mas eu sigo firme, eu sei quem eu sou
Identidade à prova de bala, eu discuto com a verdade e não fujo
[Bridge]
Seo que o mundo cobra silêncio, eu respondo com o grito que não cabe no peito
Não sou só voz, sou memória, resistência que não se submete ao desprezo
[Chorus]
Não é só barulho, é o peso da rua que não me deixa esquecer
Denúncia que queima a língua, pra quem não ouviu ainda quer entender
A pressão social aperta, mas eu sigo firme, eu sei quem eu sou
Identidade à prova de bala, eu discuto com a verdade e não fujo
[Outro]
A cidade respira suor e feridas, eu permaneço, voz que não trai a gente
A verdade não tem prazo, e o narrador permanece, enfrentando o presente