O Preto Africano, Filho da Pátria
Nas veias corre o vermelho da terra vermelha,
o preto africano, filho da Pátria que não se curva.
Filho do sol que queima sem piedade,
filho da chuva que lava o luto e renova a coragem.
Da savana antiga veio o teu nome,
gravado no bula, sussurrado pelo vento.
As mãos calejadas plantaram o milho da liberdade,
enquanto o coração batia o tambor da resistência.
Preto como a noite que guarda os segredos dos antepassados,
preto como o ferro que forjou as armas da luta.
Filho da Pátria que sangrou para ser livre,
tu carregas nos ombros o peso doce da bandeira como um filho da puta.
Não és sombra, és a própria luz da aurora africana.
Não és passado, és o futuro que dança no kuduro.
Teus filhos nascem com o mar de Luanda nos olhos,
e no peito o hino que nenhum colono calou.
{Chorus}
Ó preto africano, raiz e copa da mesma árvore,
filho da Pátria que te pariu forte e altivo.
Que o teu passo ecoe no chão de Angola inteira:
aqui vive um homem, aqui vive uma nação.
{Refrão}
E quando o dia findar e o sol se deitar no horizonte,
o céu pintará de vermelho, preto e verde o teu nome.
Porque tu és a terra, tu és o povo, tu és a Pátria
que nunca se rende e nunca se esquece de quem é.
DJ 12 khaxa na área.