**(Verso 1)**
O sol bate forte nesta terra alentejana,
Há dias que a esperança parece tão distante da janela.
Vi a vida a virar costas sem pedir licença,
Mas Deus nunca me faltou no meio da tempestade imensa.
Há quem viva da mentira, eu prefiro a verdade,
Mesmo quando ela pesa mais que a própria realidade.
Levo marcas no peito, mas continuo de pé,
Porque quem caminha com Deus nunca caminha sem fé.
**(Refrão – cantado, com alma de fado)**
Obrigado, meu Deus, por mais um amanhecer,
Mesmo quando a dor me tenta convencer.
No meio da injustiça encontro a Tua luz,
És a força que me guia, és a minha cruz.
Se hoje ainda sorrio, sei bem de onde vem,
Nem sempre tenho tudo... mas tenho o que faz bem.
**(Verso 2)**
Já perdi tanta coisa que aprendi a dar valor,
A um abraço sincero, a um gesto de amor.
Nem o ouro compra a paz que o coração procura,
Só quem conhece a queda entende a cura.
Se amanhã for difícil, eu volto a acreditar,
Porque quem planta esperança nunca deixa de sonhar.
Enquanto houver vida, vou rimar com gratidão,
Levar Deus em cada verso, alma e coração.
**(Último refrão)**
Obrigado, meu Deus, por nunca me deixares cair,
Mesmo quando já não vejo para onde seguir.
Se o mundo fecha portas, Tu abres o caminho,
Enquanto tiver fé... nunca estou sozinho.