[Intro]
Sombras no corredor, luz de festa a piscantar.
Duas riscas de luar, passos começam a bailar.
[Verse 1]
Duas crianças no salão, doces na mão a brilhar,
convidaram um Cara pra brincar, silêncio a começar.
Eram fantasmas com risos e medo, doce que as faz flutuar,
humana de carne, dono do lugar, pronto pra revelar.
[Pre-Chorus]
Mas o que era sonho e o que era segredo?
Um ônibus que brilha no chão acena no peito.
[Chorus]
Se puderem, vão com a voz que chama, vão sem olhar pra trás,
na última viagem da rota, onde tudo pode se desfizer.
Brilham na boca da noite, o doce some, o tempo cai,
lembranças viram vidro e o céu parece dizer adeus.
[Verse 2]
Cachorro late, as crianças fogem pela rua a brincar,
o silêncio responde, o pai e a mãe não vão encontrar.
O dono da casa vê o rastro do doce a se dissipar,
descobre que elas voam pra onde a fantasia quer brincar.
[Pre-Chorus]
Entre frestas de vidro, o ônibus sem ninguém.
A voz antiga promete festa que não tem fim.
[Chorus]
Se puderem, vão com a voz que chama, vão sem olhar pra trás,
na última viagem da rota, onde tudo pode se desfazer.
Brilham na boca da noite, o doce some, o tempo cai,
lembranças viram vidro e o céu parece dizer adeus.
[Bridge]
Doce infância se desfaz, viram insetos que o nascer não traz,
dias passam, sonhos somem, o brilho mal se desfaz.
[Chorus]
Se puderem, vão com a voz que chama, vão sem olhar pra trás,
a última viagem da rota, onde tudo pode se desfazer.
Brilham na boca da noite, o doce some, o tempo cai,
lembranças viram vidro e o céu parece dizer adeus.
[Outro]
E no final da linha, sem sonho, apenas suspiro lunar.