[Intro]
No palco, a cidade respira em silêncio curto, pasmo e dor.
O teatro acorda com a voz do tempo, o passado é hoje, agora.
[Verse 1]
Luzes acendem histórias esquecidas do chão de praça,
Figuras entram em cena, carregam memórias em palhaços que passam.
Ferreira Gullar, ecoa nos corredores de madeira,
Poeta de vidro, onde a cidade cabe e se despedaça de calma.
[Pre-Chorus]
Palavras em fila, cortam o ar como caixas de som,
Renasce a verdade nos silêncios que o palco domou.
[Chorus]
Cantemos a memória que não se cala, não se mede, não se abandona,
Em cada dobrar de cortina, o passado brinda a nossa gana.
Vozes antigas, novas mãos que constroem o amanhã,
Teatro Ferreira Gullar, o sonho que não termina hoje.
[Verse 2]
Cores que revelam a dor do povo, sem máscara, sem pudor,
Disfarces caem, o riso é espelho do que a cidade deixou ouvir.
Poesia que é praça, praça que é poema em voz alta,
O teatro é abrigo, a palavra é ponte que não se desmonta.
[Pre-Chorus]
Entre aplausos surges de dentro, fiel e sincero,
A revolta que encena aceitação no roteiro do povo inteiro.
[Chorus]
Cantemos a memória que não se cala, não se mede, não se abandona,
Em cada dobrar de cortina, o passado brinda a nossa gana.
Vozes antigas, novas mãos que constroem o amanhã,
Teatro Ferreira Gullar, o sonho que não termina hoje.
[Bridge]
Se o fogo da cena arde, queimar não é fim, é começo,
Transforma a dor em gesto, a cidade em abraço disposto.
[Chorus]
Cantemos a memória que não se cala, não se mede, não se abandona,
Em cada dobrar de cortina, o passado brinda a nossa gana.
Vozes antigas, novas mãos que constroem o amanhã,
Teatro Ferreira Gullar, o sonho que não termina hoje.
[Outro]
E quando a cortina cai, fica a insistência do que ficou,
Que o teatro continue vivo, onde a gente se reconhece e soube.