[Intro]
Cidades de barro e tambor na rua, o pôr do sol acende o dourado no chão.
[Verse 1]
No Congo pulsa uma memória que não se cala, dança no vento, cor de cacau e carvão.
Meninas com sorrisos de milho fresco, meninos que aprendem a ouvir o tambor vital.
Histórias nas praças, lojas que lembram antigas rotas, olhos que veem futuro no olhar da avó.
[Pre-Chorus]
Entre rios de carvão, entre sorrisos e lutas, eu sinto o pulso de uma identidade que não se apaga.
[Chorus]
Somos chão, somos cobre, somos raiz que não se esvazia, Congo no peito que não se cansa.
Cultura nos passos, coragem nos olhos, esperança que voa como arara na savana urbana.
Coroamos nossas ruas com coragem de quem cultiva o amanhã.
[Verse 2]
Mercados cheios de cores, panelas que cantam histórias de resistência.
Carteiras de sonho, professores que acendem lampiões no escuro, crianças que aprendem a sonhar alto.
Cidades longas, trilhos que tremem, mas a voz do povo mantém o compasso firme.
[Pre-Chorus]
Entre rios de carvão, entre risos e lutas, a identidade respira na boca do tambor.
[Chorus]
Somos chão, somos cobre, somos raiz que não se esvazia, Congo no peito que não se cansa.
Cultura nos passos, coragem nos olhos, esperança que voa como arara na savana urbana.
Coroamos nossas ruas com coragem de quem cultiva o amanhã.
[Bridge]
No silêncio entre as máscaras, surge a lembrança de reis e rainhas, de ribeiras que cantam.
Em cada rosto, uma história que atravessa o tempo, carregando a beleza de um povo firme.
[Chorus]
Somos chão, somos cobre, somos raiz que não se esvazia, Congo no peito que não se cansa.
Cultura nos passos, coragem nos olhos, esperança que voa como arara na savana urbana.
[Outro]
Que a dança continue, que a chama permaneça acesa, que o dia brilhe na pele de cada pessoa.
E que a essência do Congo permaneça viva, em cada palma, em cada canção.