[Intro]
[Verse 1]
Ela nasce como o sol, sem pedir permissão
Traz o mundo no ventre e a força na mão
Mas o caminho é cercado por espinhos e medo
De quem acha que o corpo dela é um brinquedo
Não é "elogio" o que invade o espaço
Não é "cantada" o que trava o passo
O olhar que persegue, a mão que avança
É a sombra que rouba a paz da criança.
[Chorus]
Respeita o corpo, respeita a história
Mulher não é posse, nem objeto de glória
O "não" é absoluto, é lei, é limite
Não importa a roupa, o lugar ou o convite
Ela é dona de si, do seu chão, do seu ar
Ninguém tem o direito de a violar.
[Verse 2]
Falam de culpa pela saia ou pela hora
Mas o monstro é quem ataca, quem fere e ignora
O estupro é a morte em vida, o silêncio que grita
Uma marca profunda que a alma evita
Acedio é o muro que impede o caminho
É o toque forçado, o sussurro mesquinho
Basta de dedos apontados pro lado errado
O crime é de quem deixou o respeito de lado.
[Bridge]
Lugar de mulher é onde ela quiser
Livre pra ir, livre pra ser o que vier
Sem medo da rua, sem medo do escuro
[Chorus]
Respeita o corpo, respeita a história
Mulher não é posse, nem objeto de glória
O "não" é absoluto, é lei, é limite
Não importa a roupa, o lugar ou o convite
Ela é dona de si, do seu chão, do seu ar
Ninguém tem o direito de a violar.
[Outro]
Lugar de mulher é onde ela quiser
Livre pra ir, livre pra ser o que vier
Sem medo da rua, sem medo do escuro