Entre sombras e a luz,
na memória dançamos,
Dois corpos distantes,
mas nunca afastados.
O eco dos passos,
um fado sem som,
Escrito na brisa,
gravado no tom.
Páginas viradas
sem fim à vista,
Versos secretos
A vida insista.
Línguas que falam
mas nunca se tocam,
É Cartas rasgadas
que os ventos deslocam.
E ouve...
A nossa música ainda toca,
No silêncio do tempo,
onde a alma invoca.
Os sinais estão lá,
só tens de entender,
Se o destino quiser,
havemos de vencer.
Ruas vazias, pegadas que somem,
A saudade é um nome que os corações consomem
A bússola treme, mas aponta ao mesmo,
Se o fio não parte,
voltamos ao centro.
Olhares trocados
sem ver o olhar,
Cartas no baralho
que voltam baralhadas
As entrelinhas gritam,
mas quem as decifra?
O tempo revela,
se a mente equilibra.
E ouve...
A nossa música ainda toca,
No silêncio do tempo,
onde a alma invoca.
Não há portas fechadas
para quem sabe entrar,
O vento sopra
por onde há de soprar.
Se o laço é forte,
não há quem a desate,
Se a canção persiste,
ninguém a abate.
A melodia escreve-se
sem mão que a guie,
Se a sintonia existe,
o som nunca esfria.
Que os versos te encontre onde quer que estejas,
E o tempo nos traga aquilo que seja.
[2x]
E ouve...
A nossa música ainda toca,
No silêncio do tempo,
onde a alma invoca.
Os sinais estão lá,
só tens de entender,
Se o destino quiser,
havemos de vencer.