(Verso 1)
Ela aparece com o chapéu preto bem firme
Cabelão solto, cor de mel ao vento
Quem vê de longe já sente a alma firme
E no coração já bate forte o sentimento
Não precisa de muito pra chamar atenção
O brilho dela já vem da própria raiz
Doçura no olhar, força na direção
Essa morena é a beleza que a roça quis
(Refrão)
É essa mina de chapéu preto, cabelão cor de mel
Que faz o peão sonhar, faz o sertão brilhar
Tem a calma da lua e o fogo do céu
Quem ganhar o seu amor, tem sorte sem igual
Chapéu preto que protege do sol e da chuva
Cabelo de mel que cheira a flor e a terra
Ela é a própria poesia viva e crua
A beleza que o coração nunca encerra
(Verso 2)
Cada fio do seu cabelo guarda história
Cada ponta do chapéu tem marca da estrada
Ela não se entrega fácil, tem sua memória
E o seu jeito de amar é coisa abençoada
Passa pela estrada e o vento acompanha
Deixa rastro de brilho por onde passar
Quem conhece o seu coração, ganha
Um amor que não tem fim, que nunca vai acabar
(Refrão)
É essa mina de chapéu preto, cabelão cor de mel
Que faz o peão sonhar, faz o sertão brilhar
Tem a calma da lua e o fogo do céu
Quem ganhar o seu amor, tem sorte sem igual
Chapéu preto que protege do sol e da chuva
Cabelo de mel que cheira a flor e a terra
Ela é a própria poesia viva e crua
A beleza que o coração nunca encerra
(Ponte)
Se o chapéu preto é a sua força e defesa
O cabelo de mel é a sua doçura
Essa mistura é a maior riqueza
Que a vida pode nos dar com ternura
(Refrão Final)
É essa mina de chapéu preto, cabelão cor de mel
Que faz o peão sonhar, faz o sertão brilhar
Tem a calma da lua e o fogo do céu
Quem ganhar o seu amor, tem sorte sem igual
Chapéu preto que protege do sol e da chuva
Cabelo de mel que cheira a flor e a terra
Ela é a própria poesia viva e crua
A beleza que o coração nunca encerra