Intro
Yeah…
Filho da Liz na voz
Niassa chora, Lupilichi fala
Escuta o povo…
Verso 1
Lupilichi, terra rica em ouro,
Mas o povo vive pobre, isso eu juro.
Solo brilha, bolso vazio,
Riqueza passa ao lado, não muda o frio.
Empresas chegam de longe, máquinas no chão,
Hala Estêvão, Oz b, zé agente, Jonh macua
Duzentos quilómetros de sofrimento,
Na chuva a viagem vira castigo lento.
Motorizada afunda, rio quer mandar,
Às vezes é preciso pagar pra atravessar.
Seis mil meticais só pra chegar,
Num lugar onde o ouro não para de brilhar.
Refrão
Ouro sobe, povo cai,
Essa riqueza não chega ao pai.
Lupilichi chora, ninguém vê,
Muito ouro no chão, pouca vida pra viver.
Ouro sobe, povo cai,
Filho da Liz canta o que dói demais.
Terra rica, povo sem luz,
Que justiça é essa que nunca vem pra nós?
Verso 2
Juventude chega cheia de esperança,
Trabalho na mina, suor na balança.
Mas no fim do dia a vida não muda,
Só cansaço, poeira e promessa muda.
Rede só na sede, no resto é silêncio,
Pra mandar M-Pesa precisa de intermediário e paciência.
Quinhentos meticais por cada transação,
Exploram o pobre até na comunicação.
Hospital só um, enfermeiro sozinho,
Outros povoados rezam no caminho.
Sem energia, sem progresso,
Mas o ouro sai daqui em excesso.
Refrão
Ouro sobe, povo cai,
Essa riqueza não chega ao pai.
Lupilichi chora, ninguém vê,
Muito ouro no chão, pouca vida pra viver.
Ouro sobe, povo cai,
Filho da Liz canta o que dói demais.
Terra rica, povo sem luz,
Que justiça é essa que nunca vem pra nós?
Ponte
Dizem que o Estado ganha, mas o povo não sente,
Só promessa antiga, discurso diferente.
Em terra sem ouro a vida é melhor,
Aqui tem riqueza, mas o futuro é pior.
Verso 3
Não é inveja, é só verdade,
Queremos estrada, saúde e dignidade.
Se a terra dá tanto, por que falta pão?
Por que o progresso não chega à população?
Lupilichi não pede luxo nem mansão,
Só direito básico, respeito e solução.
Enquanto o ouro sai sem olhar pra trás,
O povo fica preso no “talvez” e no “jamais