O que que há?
O que se passa nessa cabeça?
Onde você está,
esperando que o mundo não te esqueça?
O que que há?
Quer sair, quer conversar
antes que o corpo padeça?
O que foi feito da tua alegria?
Da tua gargalhada clara, como o dia?
Cadê teus pés que bailavam,
teus quadris que falavam
o que a boca não podia.
Encantavam
quando o encanto não te queria.
Onde você está agora?
Teu corpo chora?
Perdido em se encontrar
antes da alma se apagar?
Me diz o que que há,
não precisa se esconder.
Se o mundo te incomodar,
eu irei até você.
Busca a tua bravura,
busca o que te cura,
e se a dor apertar,
na dúvida, procura amar.
Cadê teus passos?
Teus abraços quentinhos?
Tua presença, teu carinho?
Tudo que eu quero
é ouvir tua voz,
Vem pra pintar outros sóis.
E antes que eu me esqueça,
amo-te com ternura.
Amo-te de dia,
e na noite escura.
Me diz o que que há,
eu não vou te deixar.
No romper da aurora, a gente ri, a gente chora.
Esperando clarear.
Busca a tua bravura,
busca o que te cura,
e se o medo voltar,
na dúvida, procura amar.
O que que há…
o que que há…