[Intro]
Na viela estreita, a lua faz sombra de vela
Dois rostos se cruzam, numa dança paralela
[Verse 1]
Uma máscara antiga, lembrança de um rei perdido
A outra, verde, chapéu torto, riso contido
Eles sussurram segredos que o vento não quer contar
Entre gestos bobos, começam a se aproximar
[Chorus]
Encontro inusitado, no chão de tijolo e luar
Estranho e cotidiano, a amizade começa a brincar
Risos discretos, passos em compasso civilizado
O mistério sorri junto com o dia que vai amanhecendo
[Verse 2]
Eles trocam histórias de ruas que ninguém ousa notar
Um caderno de anotações com desenhos a cintilar
A máscara antiga comenta: “vejo reis que já partiram”
A verde responde: “eu só tomo chá com o sol que retorna”
[Chorus]
Encontro inusitado, no chão de tijolo e luar
Estranho e cotidiano, a amizade começa a brincar
Risos discretos, passos em compasso civilizado
O mistério sorri junto com o dia que vai amanhecendo
[Bridge]
Se a cidade cochicha, eles riem sem segredo
Um compasso de passos leves, quase sem medo
Entre o que assusta e o que desperta o sorriso
A gente observa, curioso, esse encontro improviso
[Chorus]
Encontro inusitado, no chão de tijolo e luar
Estranho e cotidiano, a amizade começa a brincar
Risos discretos, passos em compasso civilizado
O mistério sorri junto com o dia que vai amanhecendo
[Outro]
Quando a manhã chega, eles se dissolvem no vão da calçada
Mas o brilho verde e o rosto antigo ficam na encruzilhada
A viela guarda o segredo de quem sabe rir do acaso
E a cidade volta ao comum, com um segredo doce e raro