[Intro]
O vento passa entre as pedras, sussurros, sino distante.
[Verso 1]
Na noite que se curva, a beleza parece um véu de silêncio.
Flores abertas na caveira, sombras dançam entre os fiapos de aranha.
O segredo é antigo, o tempo quase não respira.
Por trás do osso, a vida ainda respira, devagar, firme.
[Pré-Refrão]
Os olhos vazios guardam um lume sutil, uma chama que não se apaga.
Entre as teias, o medo se desdobra em coragem.
[Refrão]
Eu vejo através dos olhos da noite, onde o mistério se faz olhar.
A caveira sorri, a flor reabre o segredo, eu sei onde colocar meu pensar.
Mesmo na sombra, eu acordo para lutar, para amar a jornada que não tem fim.
[Verso 2]
Coroa de silêncio, eu avanço entre os cravos da escuridão.
As teias brilham como prata, o mundo pulsa na cadência da lua.
Não é medo: é poder que desperta, é escolha de caminhar.
[Pré-Refrão]
A noite não é vazio; é ponte para quem sabe escutar.
A caveira não é fim; é portal para quem quer mudar.
[Refrão]
Eu vejo através dos olhos da noite, onde o segredo quer falar.
O firmamento respira comigo, e eu decido não desabar.
Mesmo quando dói, eu me levanto, eu sigo a brilhar.
[Bridge]
Entre o peso de ossos e o perfume de flores, floresce a verdade.
Entre a teia que prende, encontra-se força para libertar a própria vontade.
[Refrão]
Eu vejo através dos olhos da noite, eu culpo o medo de se esconder.
Eu sou a sombra que escolhe a luz, eu sou quem pode escolher vencer.
[Outro]
O vento cala, as campanas voltam a soar.
A noite permanece bela, e eu aprendi a não me apagar.