[Verso 1]
Falam alto mas eu sinto mais fundo
olhar pesado, mente fora do mundo
há silêncio em mim mais absurdo
do que muito grito perdido no escuro
Dou ênfase ao que ninguém vê
à dor escondida por trás do viver
às noites onde o corpo quer ceder
mas a alma continua sem morrer
Concreto molhado, néon na cara
cada memória deixou marca rara
e eu transformei raiva amarrada
em poesia crua e carregada
[Refrão]
Ênfase…
naquilo que eu sobrevivi
na parte de mim
que nunca desisti
Ênfase…
na força depois da pressão
porque há homens que aprendem
a respirar no furacão
[Verso 2]
Já fui impulso sem direção
tempestade dentro do coração
agora caminho com visão
mesmo carregando destruição
Bass pesada a partir o chão
kick seca tipo colisão
e a minha voz cheia de tensão
como quem canta da própria prisão
Há cicatrizes no meu timbre
verdades fundas no que eu escrevo
porque quem já tocou o abismo
nunca mais fala superficialmente
[Outro]
E se o mundo me ouvir hoje…
vai ouvir tudo com ênfase