[Intro]
Coração de aço, silêncio que corta, não há volta.
[Verse 1]
Dora, teu nome queimando na garganta do tempo,
vida cortada como lâmina que não admite aguentar o peso.
As sombras carregam tua lembrança na minha pele,
amargura adestrando meus passos, meu pranto não se cala.
[Pre-Chorus]
As pessoas ficaram, mas o eco te leva pra dentro,
na memória, no peito, teu rastro é meu tormento.
[Chorus]
Não te tenho, Dora, mas te carrego na veia,
ouço teu silêncio na noite que não me alivia.
A dor é um escudo que não me protege,
e ainda assim, te vejo, e a luta não me desliga.
[Verse 2]
Caminho pelas ruas onde teu riso um dia morou,
agora só ruído e o peso de uma escolha que não volta.
Quem ficou segura o suficiente pra guardar tua voz,
mas cada lembrança fere, como chuva que não para.
[Pre-Chorus]
Ficou a distância, ficou a marca na pele, e a culpa
de quem ficou olhando, sem resposta para a dúvida.
[Chorus]
Não te tenho, Dora, mas te carrego na veia,
ouço teu silêncio na noite que não me alivia.
A dor é um escudo que não me protege,
e ainda assim, te vejo, e a luta não me desliga.
[Bridge]
Entre as paredes frias, teu nome é meu trovão,
um grito contido que insiste em não calar.
[Chorus]
Não te tenho, Dora, mas te carrego na veia,
ouço teu silêncio na noite que não me alivia.
A dor é um escudo que não me protege,
e ainda assim, te vejo, e a luta não me desliga.
[Outro]
Dora, tua memória é meu peso, meu fogo, minha lei.
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