E se tudo já tiver sido escrito…
quem é que ainda decide?
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### Verso I
Caminho como quem lê páginas que não escreveu,
tentando perceber o que o destino teceu.
Há encontros que parecem acaso,
chegam com demasiado espaço.
E há silêncios que não são vazios,
são capítulos, alguns tardios.
Já não sei se escolho ou apenas sigo,
ou se tudo isto já nasceu comigo.
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### Pré-Refrão
Se a vida está escrita,
então porque hesitamos?
E se não está…
Porque repetimos caminhos que já conhecemos?
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### Refrão
Será…
que tudo já foi traçado?
Ou será…
que cada passo é improvisado?
Será…
que somos autores ou apenas leitura?
Entre o destino e a escolha,
fica um meio de dúvida.
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### Verso II
Vejo pessoas a fugir de si mesmas,
como se o mapa estivesse fora das encruzilhadas.
Talvez o mapa esteja no gesto,
no modo como aceitamos o resto.
Não há linha recta na consciência,
só interpretação e paciência.
Talvez o erro não seja cair,
E acreditar que não podemos sair.
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### Ponte
Se tudo estiver escrito,
então até a dúvida tem função.
E se não estiver,
então que cada erro ajude na construção para a evolução
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### Último Refrão
Será…
que já chegámos ao fim sem saber?
Ou será…
que o fim é apenas uma forma de ver?
Será…
que existe destino ou apenas leitura?
E se tudo for escolha…
porque é que parece escritura?
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### Final
Talvez nunca saibamos.
Talvez isso seja o ponto.
Porque entre o escrito e o vivido…
fica sempre quem pergunta.
No meio com um resto de dúvida