Não é falta de calor…
é a minha mente a correr
enquanto tu ficas.
E tu ficas sempre.
Simples.
Inteira.
E sem pedir nada.
Nos momentos em que eu complico o que é claro,
como se precisasse de procurar sentido onde já existe uma nossa paz.
E estás ali, sem mudar, sem esforço,
com o mundo mais simples contigo.
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E eu percebo devagar
que não és tu que falhas em mim…
sou eu que às vezes me perco no excesso de pensar em ti.
E quando depois volto.
Reflita-se coisas que não querem explicação,
só de presença, nessa tua presença
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Leveza em nós…
é isto:
Seres um abrigo sem o dizer,
E eu a querer a ficar.
Sem pressa.
Sem medo.
Sem inventar ausência onde só há amor.
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E se eu me afastar por dentro,
não é de ti.
É só o barulho em mim.
Tens o teu jeito de me trazer de volta.
Sem dizer nada.
E isso…
é o que me faz ficar.