[Intro]
Silhuetas de memória, na névoa do tempo, começo a andar.
[Verse 1]
Nascido entre dois rios, meu nome é eco que não se cala,
Entre casas que falam uma língua antiga e nova.
Carrego a ponte dentro de mim, passos que hesitam e avançam,
Escolhas que pesam como mapas, destinos que se entrelaçam.
[Pre-Chorus]
Identidade é passagem, não é posse, é pele em movimento,
Sou a soma de onde vim e para onde vou, atento ao firmamento.
[Chorus]
Navego entre culturas, memórias que me constroem,
Busco a linha tênue onde meu peito repousa.
A cada queda, aprendo a erguer o olhar,
Esperança é bússola que insiste em apontar.
[Verse 2]
Desafios aparecem como rochas na corrente,
Mas a água encontra fenda, faz caminho diferente.
Traduções de sorrisos, silêncio que ensina a ouvir,
Nas entrelinhas, o meu eu começa a resistir.
[Pre-Chorus]
Identidade é passagem, não é culpa nem culpa nenhuma,
Sou o mapa que se refaz sob a chuva de perguntas.
[Chorus]
Navego entre culturas, memórias que me constroem,
Busco a linha tênue onde meu peito repousa.
A cada queda, aprendo a erguer o olhar,
Esperança é bússola que insiste em apontar.
[Bridge]
Se o passado é vela, o presente é o leme em minhas mãos,
O futuro sorri, ainda que o mundo demande razões.
[Chorus]
Navego entre culturas, memórias que me constroem,
Busco a linha tênue onde meu peito repousa.
A cada queda, aprendo a erguer o olhar,
Esperança é bússola que insiste em apontar.
[Outro]
Sou caminho em construção, sou abraço que não se fecha,
Quem sou hoje é o silêncio que venceu a tempestade.