[Intro]
Vibe antiga a tocar, o rádio a sussurrar
[Lremember] Ondas do Douro no ar, tempos que não vão voltar
[Verse 1]
Segunda a sexta, à mesma hora, a casa parece acender
A voz de Manuela Beires chega devagar, faz o peito entender
Notas que vinham do mar, histórias de gente a rir, a chorar
O dial guarda os pequenos gestos do nosso dia a relembrar
[Chorus]
É memória que dança no corredor da lembrança
É a voz que acalma, é a casa que não se cansa
Ondas do Douro, meu tempo a me envolver
Manuela a cantar, volto a querer permanecer
[Verse 2]
Tarde de tarefa, rádio no colo, o vento bate na janela
Melodias que viraram rotina, a cidade na tela antiga dela
Avisos de esquina, risos na praça, cheiros de café
Cada refrão costura o mapa do que eu fui e ainda serei
[Chorus]
É memória que dança no corredor da lembrança
É a voz que acalma, é a casa que não se cansa
Ondas do Douro, meu tempo a me envolver
Manuela a cantar, volto a querer permanecer
[Bridge]
Se o dia fica cinza, eu fecho os olhos e volto
Ao compasso do rádio, onde tudo ficou exato
[Chorus]
É memória que dança no corredor da lembrança
É a voz que acalma, é a casa que não se cansa
Ondas do Douro, meu tempo a me envolver
Manuela a cantar, volto a querer permanecer
[Outro]
Até quando a tarde soar, volto a ouvir, volto a sorrir
Ondas do Douro, com você, eu sigo a daqui a sorrir