[Intro]
vento, sussurros, sino distante
O vento passa entre as pedras,
um suspiro corta o silêncio.
Na velha catedral,
a noite esconde seus segredos.
Flores cobrem a caveira,
ossos ossos descansam na parede.
Todos dizem: “É só uma estátua...”
Mas uma criança consegue ver.
[Verse 1]
Por que você está olhando para mim?
Por que sinto alguém aqui?
Eu sei que você está me ouvindo,
mesmo que ninguém possa te sentir.
[Silêncio]
Criança:
Você está aí...
Anjo:
Finalmente... alguém conseguiu me enxergar.
Criança:
Você é o anjo que todos dizem que existe?
[Verse 2]
A beleza sombria nasce da decadência,
com teias de aranhaj? que brilham na penumbra.
As flores murchas contam histórias,
das voltas da vida que não tem pressa.
[Pre-Chorus]
O crânio adornado guarda o tempo,
o olho imóvel que tudo vê.
Entre o crepúsculo e a lembrança,
a sombra aprende a dizer quem você foi.
[Chorus]
O pesar da flor que cai é mapa de vida,
nas curvas do silêncio, encontro a beleza que persiste.
Não temo a escuridão: é casa da memória,
e na decadência, a arte de existir resiste.
[Verse 3]
O que é visível não explica tudo,
o mistério mora onde a luz já tem fim.
Cada segmento de teia é ponte,
entre o dia que parte e o sonho que fica.
[Pre-Chorus]
O crânio adornado espera com paciência,
clara a respiração do tempo, sem pressa.
E eu observo, e eu aprendo a ver
o brilho escondido na sinfonia da decadência.
[Chorus]
O pesar da flor que cai é mapa de vida,
nas curvas do silêncio, encontro a beleza que persiste.
Não temo a escuridão: é casa da memória,
e na decadência, a arte de existir resiste.
[Bridge]
Entre as sombras o mundo se revela:
florescer no ruído do esquecimento.
O olhar do Executor observa meu tempo,
e transforma a ruína em encanto que fica.
[Outro]
Que a noite teça o último fio de luz,
e que cada coisa que perde o brilho encontre seu lugar.
O silêncio se curva à delicadeza da transição,
e a vida, ainda breve, brilha em sua própria decadência.