(Verso)
Uma vez, eu dentro de casa
Cansado do mesmo, eu quis sair
Tudo lá fora traía com brilho
E eu fugi depois dos portões
(Verso)
Sonhei do mundo, eu era rei
Podia escrever algo novo
Usando somente minhas mãos
Os sonhos que almejei
As coisas que desejei
Nada ganhei, os que amei eu perdi
(Ponte)
Eu soltei, eu deixei pra trás
Mas se eu tentar, tentar
Se eu voltar, se voltar
Será que ainda há lugar?
Eu posso retomar minha direção?
(Refrão)
Pai, eu me humilho
Me torno teu servo, me deixa voltar?
Pai, a casa é sua
Não sou mais digno, me deixa voltar?
(Verso)
Depois dos portões, eu ouvi
O erro que cometi
O que conquistei, posso ver
Escorrendo por entre minhas mãos
Foi tão profundo que o poço mais fundo
Não tem mais lugar pra ti
(Ponte)
Eu soltei, eu deixei pra trás
Mas se eu tentar, tentar
Se eu voltar, se voltar
Será que ainda há lugar?
Eu posso retomar minha direção?
(Refrão)
Pai, eu me humilho
Me torno teu servo, me deixa voltar?
Pai, a casa é sua
Não sou mais digno, me deixa voltar?
(Verso)
Voltarei pra casa, essa é a solução
Vou andar, vou correr em sua direção
Eu cansei da odisseia movida à soberba, presunção
Num instante, eu avisto o Pai se aproximar
Já não sei se há perdão, mas preciso tentar
Eu me lanço aos seus pés e começo a clamar
(Refrão)
Pai, eu me humilho
Me torno teu servo, me deixa voltar?
Pai, a casa é sua
Não sou mais digno, me deixa voltar?