[Intro]
No deserto de ocre, o vento sussurra promessas antigas
O céu quebra em ferrugem quando a noite respira
[Verse 1]
Do céu desce uma nave, um brilho que não é de metal
Um amor do passado, em silêncio, encontra meu olhar mortal
Transforma-se em anjo caído, asas gastas de poeira e luz
Entre cactos e salões de sal, o futuro se dobra sob o meu nós
[Pre-Chorus]
Os segundos estalam como lacres de uma gaiola que se abre devagar
O tempo gira como uma roda antiga, a areia começa a cantar
[Chorus]
Caído do céu, meu amor retorna e some, sem jamais ficar
Entre o ouro e o ferro, fica apenas o eco do que tentou mudar
Deserto de lembranças, onde o medo e a fé dançam sem cessar
Meu coração lhe diz adeus, só resta a poeira a lembrar
[Verse 2]
Carros de boi agora têm motores que cantam em código alienígena
Estimula minha pele o frio de uma aurora que não termina
A silhueta dele brilha, um santo sem santidade, um mito banhado de cinza
No sal das dunas, ele diz meu nome em linguagem que a distância inveja
[Pre-Chorus]
As botas desenham rastros que o vento limpa em segredo
O desfiladeiro do tempo abre passagem para o medo
[Chorus]
Caído do céu, meu amor retorna e some, sem jamais ficar
Entre o ouro e o ferro, fica apenas o eco do que tentou mudar
Deserto de lembranças, onde o medo e a fé dançam sem cessar
Meu coração lhe diz adeus, só resta a poeira a lembrar
[Bridge]
Entre névoa de plasmas e poeira de sal, eu te vejo nessa linha do horizonte
Somos sombras que o passado escreveu com fogo e vidro, sem norte
[Chorus]
Caído do céu, meu amor retorna e some, sem jamais ficar
Entre o ouro e o ferro, fica apenas o eco do que tentou mudar
Deserto de lembranças, onde o medo e a fé dançam sem cessar
Meu coração lhe diz adeus, só resta a poeira a lembrar
[Outro]
E quando a nave se desfaz, resta uma trilha de ecos e o quê que ficou
Apenas o silêncio, a poeira, o romance impossível que o tempo levou